Teu segredo

Por Hiran de Melo & Gelda Moura

 

O seguir em frente

Não precisas perder

Teu passado

Teu legado

A canção no anoitecer

 

O partir, se deixar ir

Não sintas medo de perder

O afeto, o zelo e a acolhida

O beijo roubado no entardecer

 

O voar em queda livre

Deixas tudo acontecer

Quem tem pressa não viaja

Em busca do amanhecer

 

(Vocal)

Venhas, não temas meu abraço

Serei sempre teu segredo, teu regaço

A cada renascer

 

O Brilhar, o todo iluminando

Conforme a tua natureza de estrela

És o cosmo em ti mesma

Semente de um novo arvorecer

 

(Vocal)

Venhas, não temas meu abraço

Serei sempre teu segredo, teu regaço

A cada renascer

 

Composição -  Hiran de Melo & Gelda Moura & Boy

Intérpretes: 🎤 Boy & Bielzin

Arranjos e Gravação: Studio Washington Boy

Faixa 03 do Álbum Trilhas e Estradas da Vida

Publicado no blog: Álbuns – Letras de Músicas

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=pi5pZFa3DY8

 

Teu segredo

Por Hiran de Melo

O poema se revela como uma meditação sobre o movimento da vida — o ir e o permanecer, o lembrar e o renascer. A voz poética convida à serenidade diante do tempo, à aceitação das mudanças sem o medo da perda. “Não precisas perder / Teu passado / Teu legado” é um gesto de ternura para com a própria história, um reconhecimento de que seguir em frente não exige esquecimento, mas integração.

A imagem do “voar em queda livre” traduz a coragem de se entregar ao desconhecido, de confiar no fluxo da existência. O verso “Quem tem pressa não viaja” é uma lição de sabedoria: o caminho só se revela a quem o percorre com calma, permitindo que o amanhecer venha no seu ritmo natural.

O refrão — “Venhas, não temas meu abraço / Serei sempre teu segredo, teu regaço” — é o coração da canção. Ele oferece abrigo e cumplicidade, um espaço de acolhimento onde o amor se torna refúgio e força. O “segredo” e o “regaço” são metáforas da intimidade e da confiança, lugares onde o ser pode repousar e se reconstruir.

Na última estrofe, o poema se abre para o cósmico: “És o cosmo em ti mesma / Semente de um novo arvorecer”. Aqui, o amor e o ser se fundem à natureza e ao universo, revelando a dimensão espiritual da existência. A mulher, a estrela, a semente — todas são expressões da mesma energia vital que renasce incessantemente.

Assim, o texto se torna um cântico à liberdade interior e à esperança. É um convite para viver o presente com leveza, reconhecendo que cada despedida contém um novo começo, e que o segredo da vida está em continuar brilhando — mesmo depois da noite.

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