Quero você

Por Hiran de Melo

Ah, meu bem
É você que ilumina meus dias
Até quando a noite cai

Parte 1
Quero você todo pra mim
Quero você ao meu lado
Cantando, sorrindo assim
Nos braços desse cuidado

 

Quero você todo pra mim
Quero você no compasso
Do amor que dança sem fim
No embalo de um forte abraço

 

[Refrão]
Quero o sol iluminando a noite
Quero teu riso feito açoite
Quero a lua escurecendo o dia
Quero você, minha poesia

 

Parte 2

Quero você todo pra mim
Na batida do coração
Dançando, tocando assim
Nos passos da nossa canção

 

Quero você todo pra mim
No calor de cada olhar
Beijos, amassos sem fim
Na vontade de te amar

 

[Refrão]

Quero o sol iluminando a noite
Quero teu sorriso feito açoite
Quero a lua escurecendo o dia
Quero você, minha poesia

 

Parte 3

Se o mundo gira o contrário
Ainda vou querer te encontrar
No silêncio de um abraço
No tempo que insiste em parar

 

[Refrão Final]
Quero o sol iluminando a noite
Quero teu sorriso feito açoite
Quero a lua escurecendo o dia
Quero você, minha poesia

Composição -  Poeta Hiran de Melo

Intérprete: Andreza Bocarely

Faixa 08 do Álbum Lições do Cotidiano – 2024/2025

https://www.youtube.com/watch?v=g6a57NJ8IIw

Faixa 09 – Instrumental – Maestro Boy

https://www.youtube.com/watch?v=DU9eihBsRRo

Arranjos e Gravação: Studio Washington Boy

ANEXO: Análise da letra da música

A Poesia do Desejo que Resiste ao Tempo

Por Hiran de Melo

O poema se revela como uma declaração de amor que não se contenta com a medida do possível: ele deseja o impossível, o sol iluminando a noite, a lua escurecendo o dia. Esse excesso não é exagero, mas intensidade — o amor aqui é força que rompe fronteiras, que transforma o cotidiano em poesia.

O querer como gesto absoluto

A repetição de “Quero você todo pra mim” não é possessão, mas insistência na presença. É o desejo de partilha, de companhia que embala e sustenta. O amor se mostra como cuidado, como abraço que dá ritmo à vida, como dança que não termina.

O paradoxo como linguagem do amor

No refrão, o jogo entre sol e lua, luz e sombra, riso e açoite, traduz a experiência amorosa como inversão da ordem natural. Amar é viver no paradoxo: é dor que ilumina, é riso que fere, é poesia que nasce da contradição. O amor não é harmonia perfeita, mas intensidade que cria novos sentidos.

O corpo como espaço do encontro

 Na segunda parte, o amor invade o corpo: batida do coração, passos da canção, calor do olhar. O desejo se torna gesto, toque, presença física. Amar é interpretar o outro com o corpo, é transformar o tempo em dança compartilhada.

A permanência contra o caos

 Mesmo quando “o mundo gira o contrário”, o poema insiste no reencontro. O abraço silencioso é resistência, é pausa que suspende o tempo. O amor aqui é promessa: mesmo diante da desordem, ele permanece como força que sustenta.

O amor como poesia encarnada

 No refrão final, o “você” é nomeado como poesia. Não é apenas metáfora: é reconhecimento de que o outro dá forma ao ser, que o amor é linguagem viva, capaz de transformar a existência em obra.

Em sua essência, o poema é uma celebração da intensidade amorosa — não como posse, mas como presença que ilumina, fere, embala e resiste. É uma poética do querer absoluto, onde amar significa transformar o impossível em cotidiano.


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