Inteiro e Verdadeiro
Por Hiran
de Melo & Majda Hamad Pereira
Vou passar
Na tua casa, agora
Vou buscar
No teu coração, a hora.
Me voltar
Ao teu universo
Me casar
Com o teu verso.
E assim caminhar
Ao teu lado inteiro
E assim habitar
No mundo verdadeiro.
Amor, amor
Inteiro e verdadeiro
Amor, amor
Verdadeiro e inteiro.
Vou passar
Na tua rua, agora
Vou buscar
No teu corpo, a hora.
Me ligar
Ao teu inverso
Me tratar
Com o teu reverso
E assim sendo Povo
Pulando fogueira
Dançando de novo
Rindo da brincadeira
Amor, amor
Inteiro e verdadeiro
Amor, amor
Verdadeiro e inteiro.
Irás matar
A solidão, agora
Irás cessar
A dor, na hora
Me atinar
Ao teu Multiverso
Me conectar
Com o teu grão-verso
Aqui estou
Diante do redentor
Pois és filha do amor
Assim como Eu Sou.
Amor, amor
Inteiro e verdadeiro
Amor, amor
Verdadeiro e inteiro.
Composição -
Hiran de Melo & Majda Hamad Pereira
Intérpretes: Boy & Bielzin
Arranjos e Gravação: Studio Washington Boy
Faixa 01 do Álbum Inteiro e Verdadeiro – 2023/2024
Vídeos: https://www.youtube.com/watch?v=zcj8F6brZs8
Faixa 02 do Álbum Inteiro e Verdadeiro – 2023/2024
Instrumental
https://www.youtube.com/watch?v=Fw7TMHXJjA8
O Amor como Travessia
Por Hiran de Melo
A
canção se desenha como um manifesto lírico pela autenticidade do amor. Cada
verso é uma travessia — não apenas entre corpos, mas entre mundos, entre versos
e reversos, entre o íntimo e o universal. O eu poético não invade, mas se
aproxima com reverência: “Vou passar / Na tua casa, agora / Vou buscar / No teu
coração, a hora.” O tempo do amor é vivido, não medido; é revelado, não
imposto.
A
repetição de “inteiro e verdadeiro” funciona como um selo de integridade
afetiva. O amor aqui não se contenta com fragmentos ou aparências: ele exige
presença plena, entrega sem máscaras. É um amor que dança, que ri, que cura —
que se faz povo e celebração, sem perder a profundidade.
O
jogo poético entre “universo”, “verso”, “inverso” e “reverso” revela a
aceitação da complexidade humana. Amar é conectar-se ao outro em sua
totalidade, inclusive nas contradições. O amor não busca moldar, mas acolher —
e nessa acolhida, transforma.
A
imagem do “Multiverso” e do “grão-verso” amplia o horizonte da canção: o amor
não é apenas encontro entre dois, mas conexão cósmica, essência compartilhada.
“Pois és filha do amor / Assim como Eu Sou” — aqui, o amor se revela como
origem e destino, como identidade profunda que une e transcende.
Essa
composição é mais que declaração: é rito, é caminho, é espelho. Convida quem
ouve a se reconhecer no outro, a habitar o mundo com verdade e inteireza. E,
sobretudo, a lembrar que o amor — quando inteiro e verdadeiro — é sempre um ato
de liberdade.
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