Ser teu

Por Hiran de Melo

 

Imagino e creio no meu querer

Quero que o imaginado seja real

Não importa que tu não creias

A criação é singular expressão do ser

Imagino ser o que crio

Creio que a criação sou eu

Sou eu

 

(Refrão)

Ergas os braços

Respiremos juntos

E acolhas o meu sonho

Assim poderei ser teu.

 

Imagino e sonho acordado

Quero que o sonhado seja real

Não importa que tu não sonhes

O sonho é a loucura dos iluminados

Sonho que estou criando

Creio que a loucura

A loucura sou eu.

 

(Refrão)

Ergas os braços

Respiremos juntos

E acolhas o meu sonho

Assim poderei ser teu

 

Composição -  Hiran de Melo & Boy

Intérpretes: Boy & Bielzin

Arranjos e Gravação: Studio Washington Boy

Faixa 07 do Álbum Sons da Terra & Gente – 2022

Vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=ffk3GXAG-DU

 

Ser Teu – depoimento

Por Hiran de Melo

O poema é uma celebração da criação e do amor como forças que revelam o próprio ser. O eu lírico se constrói entre o imaginar e o crer, entre o sonho e a loucura — dois estados que se confundem na busca pela união com o outro.

A criação como identidade

 “Imagino e creio no meu querer” é o ponto de partida de uma jornada interior. A imaginação não é fuga, mas afirmação. Ao criar, o sujeito se reconhece: “A criação sou eu”. O ato criativo torna-se espelho da existência, uma forma de dizer “sou” diante do mundo.

O sonho e a loucura

 Na segunda parte, o sonho se transforma em força vital. “O sonho é a loucura dos iluminados” — aqui, a loucura não é desvio, mas expansão. É o estado em que o ser ultrapassa os limites da razão e se entrega à intensidade da vida. O eu lírico se assume como criador e criatura, como aquele que inventa e se reinventa.

O refrão como fusão

 “Ergas os braços / Respiremos juntos” é o gesto simbólico da comunhão. A respiração compartilhada é metáfora da intimidade absoluta — dois corpos, dois espíritos, um só ritmo. O amor, nesse contexto, é criação e transcendência: o espaço onde o ser se dissolve para existir no outro.

Conclusão

“Ser Teu” é um canto sobre o poder de imaginar, sonhar e amar. O eu lírico se revela como artista e amante, criador e criatura, consciente de que o amor é o ato mais profundo de criação. Ser do outro é, antes de tudo, ser de si — e, nesse encontro, descobrir o infinito que habita o humano.

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