Porque falar de amar

Por Hiran de Melo & Majda Hamad Pereira

 

E por que não falar de amar?

Se Deus é amor, Amor. (1ª voz)

Preciso lhe falar do amor

Porque ele habita em você

Habita em mim, em mim. (2ª voz)

 

Se não falo do que me faz respirar,

Como vivo eu estaria?

Necessito do sopro divino

Que tonifica o corpo e alimenta a alma.

 

(Coral)

Minha alma, sua alma, nossa alma.

 

Falar do amor é aceitar a imensidão

Que ilumina o meu ser

Que me fez de poeira de estrelas

Que me faz luz no mundo

 

E por que não falar de amor?

Se Deus é amor, Amor. (1ª voz)

Preciso lhe falar do amor

Porque ele habita em você

Habita em mim. Em mim. (2ª voz)

 

Por que falar do amor quando assistimos

As barbaridades das guerras?

Só no amor encontraremos a paz

Só no amor poderemos acolher os estrangeiros

Só no amor posso aceitar traços estranhos

Que surgem na face.

 

(Coral)

Minha face, sua face, nossa face.

 

E por que não falar de amor?

Se Deus é amor, Amor. (1ª voz)

Porque dele sempre falei

Nele me expressei

Nele eu sou, nele vivo. (2ª voz)

 

Composição - 

Hiran de Melo & Majda Hamad Pereira & Boy

Intérpretes: Boy & Bielzin

Arranjos e Gravação: Studio Washington Boy

Faixa 02 do Álbum Som da Terra & Gente – 2022

 

Vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=pJUQrzhJSOk

 

Porque falar de amar

Por Hiran de Melo

O poema se ergue como um cântico de luz, uma meditação sobre o amor como essência divina e força vital que sustenta o existir. A pergunta inicial — “E por que não falar de amar?” — não busca resposta, mas abre um espaço de contemplação. Falar de amor é respirar, é reconhecer o sopro que anima corpo e alma, é aceitar que o divino se manifesta na ternura humana.

O amor como respiração

A metáfora do “sopro divino” revela o amor como energia que atravessa o ser. Ele não é apenas emoção, mas princípio vital — o ar que mantém o espírito desperto. A simplicidade dos versos reforça essa ideia: o amor é tão essencial quanto o próprio ato de viver.

A comunhão das almas

O coral — “Minha alma, sua alma, nossa alma” — transforma o sentimento em experiência coletiva. O amor deixa de ser individual e se torna ponte entre seres, dissolvendo fronteiras. É o canto da humanidade unida pela mesma vibração, pela mesma luz que habita cada coração.

Amor e resistência

 Ao confrontar as guerras e as barbaridades, o poema não se cala: responde com esperança. Falar de amor em meio à violência é um gesto de resistência espiritual. O amor surge como abrigo e cura, como força capaz de acolher o estrangeiro e reconhecer o outro como parte de si.

A face moldada pelo amor

A imagem da “face” que se transforma pelo amor é símbolo da identidade humana. Amar é deixar-se marcar, é permitir que o sentimento revele no rosto o reflexo da alma. O amor, assim, não apenas habita — ele molda, ilumina e define o ser.

Conclusão
O poema celebra o amor como princípio criador, como respiração, luz e comunhão. Falar de amor é afirmar a vida, é reconhecer que nele habitamos e dele somos feitos. É um convite à transcendência — à lembrança de que, mesmo em tempos de dor, o amor permanece como a única linguagem capaz de unir o humano ao divino.

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