A vida sorri
e supera a morte
Por
Hiran de Melo
Quando começa o processo de cisão
Atribui-se
a causa total ao outro
Com o
tempo passando chega a mutação
Procura-se
a causa muito além do outro
Atitude
que traz um rio de dor
O
sentimento de ter SIDO iludido
Mutação
que traz uma nova dor
O
sentimento de ter SI iludido
(Vocal)
A vida
me sorrir
Superada
a morte
Te
encontrar no advir
Que
sorte, que sorte.
Da
certeza de não poder reter
O amor
que se desejava eterno
Da
dúvida, do rancor, nada a ver
Com o
temor que se pensava externo
Com o
tempo isso também mudou
A dor
aceita, superada, se torna antiga
Sobras
das cinzas de tudo que passou
Sopradas
pelo retorno da alegria amiga.
(Vocal)
A vida
me sorrir
Superada
a morte
Te
encontrar no advir
Que
sorte, que sorte.
A
beleza atrai e se apoia no braço amigo
Compartilhando
as noites com pleno ardor
Algo
forte esteve evitando o abraço antigo
Razões
existiam a desafiar o libertador
Impossível
imaginar que das areias do deserto
O teu
perfume fez um jardim e te fez chegada
A vida
vence e o coração sorri livre e desperto
Bate forte, dança e canta
o hino da bem-amada
(Vocal)
A vida
me sorrir
Superada
a morte
Te
encontrar no advir
Que
sorte, que sorte.
Composição: Hiran de Melo
& Boy
Intérpretes: Boy &
Bielzin
Arranjos e Gravação:
Studio Washington Boy
Faixa 12 do Álbum Trilhas e Estradas da Vida
Publicado no blog: Álbuns
– Letras de Músicas
Vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=-5ntbml6vfY
A vida sorri e supera a morte - depoimento
Por Hiran de Melo
"A Vida Sorri e Supera a Morte" é uma reflexão sobre o processo de transformação pessoal e emocional que ocorre quando enfrentamos a dor e a perda, mas que, com o tempo, se transforma em algo mais profundo e libertador. A canção narra a jornada de superação da angústia, da decepção e da dor, até a aceitação e a renovação. A ideia central é que a vida, em sua essência, continua a sorrir para nós, mesmo quando nos deparamos com a morte, seja ela simbólica ou real. A morte, aqui, não é apenas o fim da vida, mas as mortes emocionais que vivemos ao longo da jornada — perdas, desilusões, finais de ciclos.
A primeira estrofe fala sobre a cisão, a separação, e como muitas vezes, ao passarmos por um processo doloroso, colocamos a culpa no outro. Isso é uma reação humana comum: atribuímos a causa da nossa dor ao outro, mas, com o tempo, a realidade começa a mudar e a mutação acontece. Com isso, aprendemos que a causa da dor não está apenas no outro, mas em nós mesmos, nas nossas próprias ilusões e expectativas não correspondidas. "O sentimento de ter SIDO iludido" e "o sentimento de ter SI iludido" são expressões que trazem essa mudança interna, de reconhecer que a dor também nasce das nossas próprias ilusões e idealizações.
A
estrofe do vocal, “A vida me sorrir, superada a
morte / Te encontrar no advir, que sorte, que sorte", é um momento de transcendência.
Após a dor e a perda, vem a reconciliação com o que aconteceu, a capacidade de
olhar para o futuro com esperança e gratidão, sabendo que, embora o sofrimento
tenha sido inevitável, a vida oferece novas possibilidades e novos encontros. O
"advir"
é o que ainda está por vir, a promessa de algo novo, algo que emerge após a
tempestade emocional.
Na
segunda parte da canção, há uma reflexão sobre a certeza de que, muitas vezes,
tentamos reter o que não pode ser mantido. O amor que desejávamos eterno, os
rancores que pensávamos serem externos, mas que, no fim, eram nossos. O tempo
é, então, um grande curador, e aquilo que antes era dor, com o tempo, torna-se
apenas uma memória distante. As "sobras das
cinzas" simbolizam o que resta após a
transformação, o que foi superado, e o "retorno
da alegria amiga"
fala sobre a capacidade de se abrir novamente para a vida, para a felicidade,
depois de um período de luto.
A
beleza da vida, simbolizada pela "beleza [que]
atrai e se apoia no braço amigo",
reflete a força das conexões humanas e como essas relações nos ajudam a nos
curar. O "abraço antigo" que foi evitado, mas que agora se
torna possível, é a metáfora para a cura das feridas emocionais. Isso fala
sobre o poder da amizade, do companheirismo e do amor para restaurar o que
estava partido.
A
última estrofe traz a imagem poética de como, das "areias do deserto",
a vida pode florescer — como se, a partir da dor e da seca emocional, o perfume
da reconciliação e do amor pudesse criar algo belo e novo. A vida, então,
vence, e o coração, que estava pesado, agora sorri livre e desperto, dançando e
cantando o "hino da bem-amada", celebrando a renovação e a
alegria de viver.
Por
fim, "A Vida Sorri e Supera a Morte" é uma ode à resiliência, à
superação das perdas e à renovação do ser. A canção expressa a jornada do
sofrimento à cura, e a certeza de que, apesar das adversidades, a vida sempre
encontra uma forma de sorrir e nos oferecer novas oportunidades de amor,
felicidade e crescimento.
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