Álbum Trilhas e Estradas da Vida 2022 – Faixa 05



Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=86He6TF6pnY

 

Natividade no cotidiano

 

Nesta noite festiva

No nascer do amor total

Nesta hora, neste agora.

 

Saibas, noiva minha

Que sou tua tenda

No deserto da paixão

Recebendo o pôr do sol

Negra estarei.

 

(Coral em falsete)

Eu a tenho

Noiva minha

Dentro do abraço

Em um só laço.

 

Saibas, noiva minha

Que sou teu pavilhão

Na festa do nascer do sol

Branco estarei.

 

(Coral em falsete)

Eu a tenho

Noiva minha

Dentro do abraço

Em um só laço.

 

Afeta-me o total amor

Que quanto mais dar

Mais tem para oferecer

Nada como compensação

Tudo vindo de graça

Na graça da oração.

 

(Coral em falsete)

Acolho-te, noiva minha

Com as tuas luzes

Com as tuas sombras

 

Composição -  Hiran de Melo & Boy

Intérpretes: Boy & Bielzin

Arranjos e Gravação: Studio Washington Boy

Faixa 05 do Álbum Trilhas e Estradas da Vida

Publicado no blog: Álbuns – Letras de Músicas

Vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=86He6TF6pnY

 

Anexo

Natividade no cotidiano: A leitura do poeta

Por Hiran de Melo

A canção se inicia com a celebração de um momento especial, um nascimento do amor total. "Nesta noite festiva/No nascer do amor total/Nesta hora, neste agora" são versos que expressam a intensidade do momento, a sensação de que o tempo se suspende para dar lugar ao amor.

A "noite festiva" e o "nascer do amor total" nos convidam a celebrar a paixão como um ato de criação contínua, onde a cada encontro a alma se renova. A metáfora do nascimento evoca a ideia de um novo começo, de um potencial infinito que se revela a cada instante de amor.

A segunda estrofe utiliza a metáfora da tenda no deserto para simbolizar o amor como um refúgio seguro em meio à paixão. "Saibas, noiva minha/Que sou tua tenda/No deserto da paixão/Recebendo o pôr do sol/Negra estarei" são versos que expressam a proteção e o acolhimento que o amor oferece, a sensação de que o outro é um porto seguro em meio à tempestade.

O coral em falsete "Eu a tenho/Noiva minha/Dentro do abraço/Em um só laço" representa a união dos amantes, a sensação de que eles se tornam um só ser. O abraço simbolizando a intimidade e a conexão profunda entre as almas. Assim o abraço se torna um santuário onde as almas se entrelaçam, revelando a mais profunda intimidade.

A terceira estrofe utiliza a metáfora do pavilhão na festa do nascer do sol para simbolizar o amor como um momento de celebração e renovação. "Saibas, noiva minha/Que sou teu pavilhão/Na festa do nascer do sol/Branco estarei" são versos que expressam a alegria e a esperança que o amor traz, a sensação de que um novo dia se inicia com a presença do outro.

A dança entre a tenda negra e o pavilhão branco revela a faceta dual do amor: a paixão ardente e a paz serena. A noite simbolizando a profundidade e a intensidade do desejo, enquanto o dia representando a serenidade e a entrega. O amor, nesse contexto, se transforma em um santuário íntimo, um refúgio onde as almas se encontram e se completam.

A quarta estrofe celebra a generosidade do amor, a sensação de que quanto mais se doa, mais se recebe. "Afeta-me o total amor/Que quanto mais dar/Mais tem para oferecer/Nada como compensação/Tudo vindo de graça/Na graça da oração" são versos que expressam a gratidão pelo amor recebido, a sensação de que ele é um presente divino.

A afirmação "nada como compensação", acompanhada da referência à "oração", eleva o amor à categoria de graça divina, um presente incondicional que transcende a lógica humana. Neste contexto o amor não é fruto de uma troca, mas sim um dom gratuito, uma bênção que transforma vidas.

O coral final "Acolho-te, noiva minha/Com as tuas luzes/Com as tuas sombras" representa a aceitação do outro em sua totalidade, com suas qualidades e defeitos. Acreditamos que o amor verdadeiro é incondicional, que ele acolhe o outro em sua totalidade.

"Natividade no Cotidiano" é uma canção que celebra a presença do divino no dia a dia, a beleza e a profundidade do amor como um evento sagrado que se manifesta nos pequenos gestos. A canção convida o ouvinte a refletir sobre a importância do amor em sua vida e a celebrar os momentos de conexão e renovação.

 

Natividade no Cotidiano – considerações filosóficas

Por Hiran de Melo

Em Natividade no Cotidiano, o amor se revela como chama que ilumina o instante e o torna eterno. Cada verso é sopro de ternura, cada metáfora um convite a perceber que o cotidiano pode ser sagrado quando atravessado pela presença amorosa. A canção não descreve apenas o ato de amar: ela o celebra como renascimento, como aurora que se repete e nunca se esgota.

O Amor como Nascimento

O encontro amoroso é retratado como parto da alma: cada abraço é um novo começo, cada olhar é promessa de infinito. A noite acolhedora envolve os amantes em mistério, enquanto o sol nascente anuncia esperança e renovação. Amar é nascer de novo, é descobrir que a vida se reinventa no calor de um gesto simples.

A Dualidade do Amor

Entre sombra e luz, o amor dança. É fogo que arde e paz que acalma, é silêncio profundo e canto radiante. Essa dualidade não divide, mas completa: o amor é feito de contrastes que se abraçam, de intensidade que se transforma em serenidade. No refúgio íntimo, duas almas se encontram e se tornam inteiras.

A Graça do Amor

O amor não pede nada em troca. Ele se oferece como dádiva, como oração que se eleva sem esperar resposta. É graça que desce sobre o cotidiano e o transfigura, lembrando-nos que amar é aceitar o mistério, é acolher o dom que não se explica, mas que nos transforma.

A Intimidade

O coral em falsete, repetindo versos como um mantra, cria atmosfera de encantamento. O abraço torna-se templo, laço que une corpo e espírito, revelando a intimidade mais pura. Nesse espaço, o tempo se suspende e o amor se manifesta em sua forma mais delicada: presença, entrega, fusão.

Temas líricos da canção

ü  Experiência espiritual: amar é ritual, é encontro com o sagrado no gesto simples.

ü  Intimidade e conexão: cada toque é revelação, cada olhar é ponte entre mundos.

ü  Gratidão: o amor é presente que se celebra, perfume que enche o ar de beleza.

ü  Ciclicidade da vida: como o sol que nasce e se põe, o amor se renova, eterno em sua finitude.

Conclusão

Em Natividade no Cotidiano, o amor é canto que transforma o banal em sublime. É força que nos lembra que viver é escolher amar, e que cada encontro é milagre. A poesia nos convida a celebrar a vida como quem celebra um rito secreto: com ternura, com gratidão, com entrega.


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