Natividade no cotidiano
Por
Hiran de Melo
Nesta noite festiva
No nascer do amor total
Nesta hora, neste agora.
Saibas, noiva minha
Que sou tua tenda
No deserto da paixão
Recebendo o pôr do sol
Negra estarei.
(Coral em falsete)
Eu a tenho
Noiva minha
Dentro do abraço
Em um só laço.
Saibas, noiva minha
Que sou teu pavilhão
Na festa do nascer do sol
Branco estarei.
(Coral em falsete)
Eu a tenho
Noiva minha
Dentro do abraço
Em um só laço.
Afeta-me o total amor
Que quanto mais dar
Mais tem para oferecer
Nada como compensação
Tudo vindo de graça
Na graça da oração.
(Coral em falsete)
Acolho-te, noiva minha
Com as tuas luzes
Com as tuas sombras
Composição - Hiran de Melo & Boy
Intérpretes: Boy &
Bielzin
Arranjos e Gravação:
Studio Washington Boy
Faixa 05 do Álbum Trilhas e Estradas da Vida
Publicado no blog: Álbuns
– Letras de Músicas
Vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=86He6TF6pnY
https://www.youtube.com/watch?v=86He6TF6pnY
Natividade no cotidiano - depoimento
Por Hiran de Melo
A canção “Natividade no Cotidiano” se ergue como um rito poético em que o amor é celebrado não apenas como sentimento, mas como força criadora que renova o instante. Cada verso é uma epifania do cotidiano, transformando o simples em sagrado, o abraço em templo, o encontro em aurora.
O
amor como nascimento
A abertura da canção evoca o nascimento do
amor total, como se cada gesto fosse um parto da alma. A “noite festiva”
suspende o tempo, permitindo que o instante se torne eterno. Amar é nascer de
novo, é descobrir que a vida se reinventa no calor de um olhar ou no silêncio
de um abraço.
A
dualidade do amor
Entre a tenda negra e o pavilhão branco, o
amor revela sua natureza paradoxal: intensidade e serenidade, sombra e luz,
desejo e paz. Essa dança não divide, mas completa. O amor é feito de contrastes
que se abraçam, de opostos que se tornam unidade.
A
graça do amor
Nos versos que afirmam “Nada como compensação
/ Tudo vindo de graça / Na graça da oração”, o amor se eleva à condição de
dádiva. Ele não é troca, mas dom gratuito, bênção que transcende a lógica
humana. Amar é receber sem exigir, doar sem esperar retorno, viver na
gratuidade de um milagre cotidiano.
A
intimidade como templo
O coral em falsete, repetido como mantra, cria
atmosfera de encantamento. O abraço torna-se santuário, laço que une corpo e
espírito, revelando a intimidade mais pura. Nesse espaço, o tempo se suspende e
o amor se manifesta como fusão de almas.
O
cotidiano transfigurado
A canção nos lembra que o amor é força que
transforma o banal em sublime. O nascer e o pôr do sol simbolizam a ciclicidade
da vida, em que cada encontro é renascimento. O cotidiano, atravessado pela
presença amorosa, torna-se sagrado: gesto simples se converte em rito, palavra
em oração, silêncio em eternidade.
Em
síntese, “Natividade no
Cotidiano” é um hino à beleza da vida quando iluminada pelo amor. Ele nos
convida a perceber que cada instante pode ser aurora, cada abraço pode ser
templo, e que viver é escolher amar como quem celebra um mistério.
Comentários
Postar um comentário