Sejas Rosa
Por Hiran de Melo & Josivan
Brasil
Sejas rosa
Viva rosa
Rosa não morre
No meu coração
Na minha oração
(Coral)
Sou andarilho no tempo
Do meu tempo
Sou feliz por ser assim
Sejas Rosa nos momentos comuns
Dos encontros, dos reencontros
Sejas Rosa de momentos extremos
Nas chegadas, nas partidas
(Coral)
Sou andarilho no tempo
Do teu tempo
Sou feliz por ser assim
Sejas Rosa
Símbolo da dor maior
Símbolo do Amor Maior
Rosa como nome
Rosa sem nome
Sou andarilho no tempo
Do nosso tempo
Sou feliz por ser assim
Por estar assim
Amante da Rosa
Composição - Hiran de Melo & Josivan Brasil & Boy
Intérpretes: Boy &
Bielzin
Arranjos e Gravação:
Studio Washington Boy
Faixa 02 do Álbum Trilhas e Estradas da Vida
Publicado no blog: Álbuns
– Letras de Músicas
Vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=bnwWkrXX2aU
Sejas Rosa - depoimento
Por Hiran de Melo
O poema se desdobra como uma meditação sobre o tempo
e o amor, tendo a rosa como símbolo central — não apenas flor, mas essência,
presença e permanência. A repetição de “Sejas Rosa” funciona como um chamado,
um convite à transcendência: que o amor floresça em cada instante, seja ele
comum ou extremo, alegre ou doloroso.
A voz poética se apresenta como um andarilho —
figura que atravessa o tempo e as emoções, consciente da impermanência, mas
também da beleza que brota do efêmero. “Sou andarilho no tempo / Do meu tempo”
expressa essa aceitação serena da jornada, onde o amor é tanto destino quanto
caminho.
A rosa, por sua vez, assume múltiplas faces: é
símbolo da dor e do amor maior, é nome e ausência de nome, é o que permanece
mesmo quando tudo se transforma. Essa dualidade — entre o que fere e o que cura
— revela a profundidade do sentimento humano, capaz de existir nas chegadas e
nas partidas, nos encontros e reencontros.
O coral, repetido como uma oração, amplia o sentido
da experiência amorosa, tornando-a coletiva, quase espiritual. O eu lírico não
apenas ama, mas celebra o amor como força vital, como flor que insiste em
nascer mesmo nas intempéries do tempo.
Assim, o poema se ergue como uma ode à continuidade
da vida e à beleza que resiste. Ser “amante da rosa” é reconhecer que o amor,
como a flor, é frágil e eterno ao mesmo tempo — uma presença que não morre no
coração nem na oração, mas se renova a cada passo do andarilho.
Comentários
Postar um comentário