Tudo em você
Por
Hiran de Melo
Eu busquei
Amor
No ser
Eu busquei
Delicias
No ter.
Trilhas e estrada
Cobertas no anil
Aí, o meu céu abriu
Com você o sol
nasceu.
Eu encontrei
O Amor
Você
Eu encontrei
Delicias
Você.
Verde na estrada
Azul no céu
Tudo no ser
Tudo em você
Tudo no mundo
No ser
Tudo no mundo
No ter
Tudo é amar
Tudo é amar
Você.
Composição - Hiran de Melo & Boy
Intérprete: Boy
Arranjos e Gravação:
Studio Washington Boy
Faixa 01 do Álbum Trilhas
e Estradas da Vida
Publicado no blog: Álbuns
– Letras de Músicas
Vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=3MqMq712MAE
Tudo em você - depoimento
Por Hiran de Melo
O
poema se constrói como uma travessia interior, onde o eu lírico parte de uma
busca — primeiro no ser, depois no ter — e descobre que ambas se revelam
insuficientes até que o encontro com o amor transforma o horizonte. A repetição
de palavras como “amor” e “tudo” funciona como um mantra, um ritmo hipnótico
que traduz tanto a insistência da procura quanto a revelação da plenitude.
Na
abertura, a tensão entre “ser” e “ter” sugere uma inquietação existencial: o
desejo de encontrar sentido ora na essência, ora nas posses. Mas logo a
paisagem se abre — “Trilhas e estrada / Cobertas no anil / Aí, o meu céu abriu
/ Com você o sol nasceu” — e a natureza se torna metáfora da renovação. O céu e
a estrada não são apenas cenário, mas símbolos de passagem e iluminação,
marcando o instante em que o amor dá nova forma ao mundo.
A
descoberta se intensifica na afirmação direta: “Eu encontrei / O Amor / Você”.
Aqui, o amor deixa de ser abstração e se encarna na presença concreta do outro.
O ritmo repetitivo reforça a ideia de que a busca chegou ao fim, que o encontro
é definitivo.
À
medida que o poema avança, o amor se expande para além do indivíduo: “Verde na
estrada / Azul no céu / Tudo no ser / Tudo em você”. A fusão entre elementos da
natureza e a experiência amorosa cria uma sensação de totalidade, como se o
amor permeasse cada aspecto da existência. Essa universalidade culmina na
síntese final: “Tudo é amar / Tudo é amar / Você”. O verso, simples e absoluto,
condensa a mensagem central — o amor como força vital, como resposta às
inquietações do ser e do ter.
Assim,
o texto se apresenta como uma celebração da potência transformadora do amor. A
linguagem direta, a cadência repetitiva e as imagens da natureza constroem uma
atmosfera de revelação e transcendência, convidando o leitor a perceber que, no
fundo, tudo se resume a amar.
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