Minha namorada
Por Hiran de Melo
Minha
namorada é bela
É
o estremecimento que meu corpo ansiava e anseia
É
o desejo de amar que desejo
É
o carinho que escava o meu coração
É
o leito do rio de águas puras.
Mais
transparente que água de chuva
O
aroma do mel da abelha rainha
Me
faz dormir contente
E
acordar sorrindo
Ela
é tudo o que mais quero e nada mais
A
compreensão da luz e sombra que possuo.
Minha
namorada é bela
Visão
alegre, aquarela
Encanta
o poeta e canta
Toda
minha, mais que minha.
Composição - Hiran
de Melo & Majda Hamad Pereira
Intérprete: 🎤 Boy & Bielzim
Arranjos e Gravação: Studio Washington Boy
Faixa 04 do Álbum Princesa dos Céus Azuis 2021
Publicado no blog: Álbuns
– Letras de Músicas
Vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=GVnoTa-MS7U
Minha namorada — depoimento
Por Hiran de Melo
O poema Minha Namorada é uma
celebração da beleza e da plenitude do amor — um canto de admiração que nasce
da descoberta do outro como extensão da própria alma. Quando escrevi esses
versos, quis traduzir o encantamento que surge quando o amor se torna espelho,
quando o olhar da amada revela aquilo que há de mais puro e luminoso em nós.
A “namorada” é mais do que uma figura
concreta; ela é símbolo da harmonia entre corpo e espírito, entre desejo e
serenidade. Quando digo “É o estremecimento que meu corpo ansiava e anseia”,
falo da vibração que o amor desperta — uma força que não se apaga, que
permanece viva mesmo no silêncio.
As imagens da natureza — “água de chuva”,
“mel da abelha rainha”, “leito do rio de águas puras” — nasceram do desejo de
associar o amor àquilo que é essencial e vital. A pureza da água, a doçura do
mel, a fluidez do rio: tudo isso representa o movimento do sentimento que
alimenta e renova.
A metáfora da “luz e sombra” é o
reconhecimento de que o amor verdadeiro não é feito apenas de perfeição, mas
também de contraste. Amar é compreender o outro em sua totalidade — nas
claridades e nas penumbras — e ainda assim escolher permanecer.
Quando afirmo “Visão alegre, aquarela”, penso
na leveza do amor que colore a vida, que transforma o cotidiano em arte. A
aquarela é efêmera, delicada, mas intensa — como o amor que se vive plenamente,
sem medo da impermanência.
No fundo, Minha Namorada é um hino à
beleza do encontro humano. É sobre o amor que não se explica, mas se sente; que
não se prende, mas se expande. É o amor que desperta o poeta, que o faz cantar,
que o faz compreender que, entre luz e sombra, o verdadeiro milagre é amar e
ser amado.
Por fim, este poema é um retrato da alma
enamorada — um instante de plenitude onde o amor se torna poesia e a poesia se
torna amor.
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